Um Dia Qualquer em 1999

Já passava das 22h, quarta-feira, e Jonathan estava saindo do Departamento de Polícia para ir para sua casa depois de 2 dias sem dormir lá.

Depois do caso que deu o posto de Chefe da Corregedoria para Jonathan as coisas pareciam que iam acalmar, já que agora ele poderia passar mais tempo com usa família. Mas na verdade, Jonathan passou a passam mais horas fora de casa, procurando estar a par não só dos casos que ele cuidava diretamente, mas também das investigações das outras equipes.

Nesse dia, ele resolveu ir dormir em casa.

Nicole estava sentada na sala, como em todos os dias, esperando o marido para ver se dessa vez ele daria uma satisfação que não fosse o “Desculpe, eu tive que ficar trabalhando, você não entenderia”, que ele sempre usava.

Assim que Jonathan entrou em casa, Nicole já se levantou com aquela cara de raiva / choro que ela estava há muitos dias. Já não era a primeira, nem a segunda, muito menos a terceira vez que Jonathan não dormia em casa.

Já havia passado de tudo na cabeça de Nicole, desde que ele a estaria traindo, de que não agüentava mais sua companhia, e que dormia na casa de outra mulher. Até que os próprios amigos de Jonathan a falaram que normalmente ele dormia em seu escritório ou ficava madrugadas inteiras andando pela cidade, reunindo informações sobre os casos mais complicados do Departamento.

Assim que ele entrou, ela refez a pergunta que fazia todas as vezes, com a esperança de ouvir outra resposta.

Nicole: – Por que você não veio para casa ? Você nem me ligou ontem para avisar, eu não dormi a noite inteira.

Jonathan: – Você sabe onde eu estava. E sabe porque eu não vim pra casa. Eu estou com um novo caso, e precisava adiantar algumas coisas.

Nicole: – Você sempre está com um novo caso. Eu já cheguei até a pensar que você estava me traindo, mas percebi que você não tem tempo pra isso. – Você quase não fala comigo e com nossa filha. Você chega, fica lendo seus malditos relatórios e vai deitar. Você só sabe trabalhar, não era assim no começo, quando nos conhecemos.

Jonathan: – Eu era um moleque aquela época, não sabia o que queria direito, eu tinha tempo aquela época.

Nicole: – Eu acho que prefiro aquele moleque de antes, do que esse homem de agora.

- Eu não aguento mais isso Jonathan, não aguento mais ficar sozinha, nossa filha precisa da presença do pai, EU preciso de companhia!

- Se continuar assim, você sabe que não vamos ficar mais muito tempo juntos, você nem me olha mais direito.

Jonathan: – Eu sabia que você não entenderia.

Nicole: – Sou sempre eu que não entendo. Eu sei. Já chega. Estou cansado de tudo isso. Estou cansada de ser casada com um homem que não se importa comigo.

Jonathan: – Não me importo ? EU não me importo ? É Justamente por não me importar que faço isso, estou preso a coisas que você nunca entenderia mesmo que eu fica-se horas tentando te explicar.

Nicole: – Tudo bem, eu vou embora amanhã mesmo, você não vai precisar se preocupar em me explicar nada, vou pra casa da minha mãe. – Você sabe que eu tentei, muitas vezes, foi você que não quis ser ajudado. Quem sabe com o tempo você encontre alguém que te ajude.

Jonathan ficou em silêncio desde o momento em que Nicole disse que iria embora, um pouco atordoado com a notícia, não tinha muito que ser dito àquela hora, ele apenas há viu chamar um taxi, pegar suas coisas e a filha deles, e ir para casa de sua sogra.

No dia seguinte ele foi trabalhar normalmente. Por uns instantes ele pensou em ligar para Nicole se desculpar, dizer que iria mudar, ou talvez fazer como algumas vezes e usar magia para fazê-la esquecer da briga, mas ele mesmo sabia que isso não ia dar certo, ele não iria mudar, e seria melhor para ela seguir a vida dela sem o peso dos problemas dele.

Um Dia Qualquer em 1999

Mago Jones