Lembranças - Encontro com o Ser

Mais lembranças

- É, esse mesmo, Não Temas o Mal, nossa, nem acredito que você tem aqui. Que bom Britney, eu já achava que ia ter que esperar, um amigo, que mora em Sorocaba, trazer aqui para mim, e só na semana que vem – Lua exclama, fazendo a típica cara de aliviado quando alguém acaba de salvar o dia (no caso, a noite) – Isso vai ajudar pra caramba na sessão que pretendo fazer hoje a noite. Eu até estava pensando, em comprar um, sabe? Eu nem lembro, pra quem emprestei, o que eu tinha…

- Ah… tudo bem hehe, acontece. Desde que se lembre de devolver o meu, sem problema!

- Claro! Na mesma noite. Eu só não te convido porque ja é um grupo fechado, e estamos num estágio, de rituais, que já é avançado, e ia, desarmonizar, com todos nós.

- Sem problemas também. Eu prefiro que meu próximo ritual de Santo Daime seja algo mais festivo que um grupo de estudos. Para que eu possa participar de um festejo afinal.

- Ah! Nossa, então, você nunca veio num festejo? Eu faço questão, que venha no próximo que farei aqui – Lua sorri convidando.

- Feito. Vem comigo pegar o livro, tá numa caixa lá no meu quarto, que eu trouxe de casa. Foi bom você ter pedido aliás, assim eu tomo vergonha na cara e continuo a estuda-lo de onde parei. Eu… – Britney dá uma gargalhada antes de continuar – eu tou é fugindo desse livro já faz mais de um ano. Acredita?

- Poxa, como assim menina?

Britney faz a tipica careta das pessoas embaraçadas com alguma coisa, mas logo volta ao sorriso habitual e diz:

- Historinha comprida. Tá com tempo? Você é uma pessoa que ia entender alguns dos lados da história e até me ajudar a compreender outros.

- Tou, tou sim, nada para fazer, até de noite.

- Então vamos lá pegar, eu vou aproveitar e assar um bolo pra gente, e conto a história nesse meio tempo.

E em silêncio ambos se dirigem ao quarto dela. No meio do caminho, ela ganha a carga extra de Lucas, que pula em seu colo. Ela já vai fechando a porta, mas um lampejo do povo fofoqueiro a faz mudar de idéia. Abrindo um dos armários, pega uma caixa, tira alguns livros da mesma e encontra o que ele queria.

- Poxa, Castañeda, Rampa, tudo leitura legal, não sabia que você gostava, disso também, Britney.

- É… tudo material de estudo que eu teimosa tou fugindo hahaha! Mas vamos a tal história.

Britney coloca Lucas sentado no balcão da pequena cozinha americana de seu quarto, e vai pegando os utensílios para o preparo do bolo. Lua se acomoda em uma cadeira junto ao balcão.

Era uma fase confusa pra mim, eu tinha terminado com meu ex-namorado que também foi o primeiro e estava um tanto triste. Pai galo falava que o que aconteceu foi necessário para um bem maior. Mas não era o que eu sentia. Eu sentia um aperto e uma sensação de vazio horrível.

Não conseguia focar nem nos meus estudos com ele e nem na faculdade. Eu sentia uma apreensão estranha sabe. Como se um pedaço de mim estivesse sumindo. Eu imaginava que era por causa do Naldo, meu ex, que estava longe e toda a falta que sentia, e quando ia pedir algum conselho para o Painho sobre isso ele apenas dizia que não era isso, e sempre que falava que eu tava sofrendo, ele apenas abria um sorriso bobo e dizia “vai seguindo fia, vai seguindo que é o caminho”.

No fundo eu sabia que tinha algo além da saudade. E óbvio que ele também. Mas eu era teimosa, na verdade, era outra coisa, mas acreditava ser teimosa. E numa certa noite, quando eu já estava arrumando minhas coisas para ir embora, ele me chama e diz para avisar minha mãe que iria passar a noite por ali. Eu fiquei putíssima na hora, o dia inteiro havia se resumido a eu ficar limpando o tal quarto dos orixás e não aguentava ficar mais lá. Mas acabei obedecendo.

- Então fia, veste essas ropa aqui qui fizeram procê, nois vai hoje na Adalia pra uma sessão de Catimbó Jurema.

- Pera parinho, isso não é aquela bebida do pessoal do nordeste?

- Essa mema!

- Eu não tou bem pra isso painho, eu não quero ir. Da outra vez que você me colocou numa dessas e eu tomei Daime com aqueles amigos seus eu passei mal pra caramba e descobri que foi porque eu não tava preparada.

- Então sua primeira vez foi complicada é? – Lua pergunta curioso.

- Foi sim, eu nem imaginava como seria, e fiquei completamente assustada e distraida com o o meu mal estar. Tiveram umas outras depois que foram mais calmas, mas depois eu conto – Dizia Britney terminando de colocar a massa na forma e dando as pás meladas de chocolate da batedeira para Lucas lamber.

- Fia eu sei o que é bão pra noís, confie em mim visse? Agora assuncê vista a ropa e vamo que temo que chegá na hora!

Eu cheguei a chorar enquanto colocava a tal roupa branca. Fui o caminho todo calada, apenas mastigando pensamentos. E brava comigo mesma, não por permitir tudo isso acontecer, mas por saber que tinha algo estranho, muito estranho, acontecendo comigo.

Chegamos na casa da tal mulher, eu já havia ido ali algumas vezes e lembrava bem do local. Estava tudo apagado, com apenas algumas velas acesas, e uma fumaceira enorme vinda dos defumadores. Após sermos defumados na entrada, um velho que nunca vi antes veio com uma garrafa de um líquido vermelho e deu para mim e o Pai Galo tomar. Minha garganta ardeu como se eu tivesse bebido pinga no seco. E uma coisa que me chamou a atenção era a grande quantidade de cristais e copos com água espalhados pela casa, junto das velas.

Uma cantoria começou, lembrava um pouco alguns pontos de umbanda, mas eram portugês, e falavam sobre um tal reino encantado. Alguns minutos, uns vinte mais ou menos, algumas incorporações começaram a acontecer. E até ali, com excessão da decoração, era praticamente igual às sessões espiritas do Pai Galo.

Uns quinze minutos depois, uma garota morena que já estava incorporando alguma coisa veio para perto de mim. E no que ela se aproximava, eu comecei a escutar a Melodia, bem fraquinha, mas conforme ela chagava mais perto, ia ficando mais forte. Essa melodia, bom, como vou explicar…. bem, é a maneira que eu sinto que algo mágico está acontencendo. Muitas das vezes que Pai Galo me levava pra lugares assim era apenas para esperar que alguma Mágica se manifestasse e eu aprendesse algo com ela. Mas para meu desespero ele nunca sabia exatamente como ia ser, e as vezes eram coisas bem apavorantes.

Bom, nesse caso, a Melodia foi aumentando, e quando chegou a uns 3 metros de distância mais ou menos, ela ficou olhando para mim. Parada, totalmente, por uns dez minutos talvez. Eu tava assustada, o que eu escutava estava numa Harmonia totalmente diferente do que já havia sentido antes. Não era algo propriamente ruim, mas era assustador. Aquela mulher…. na verdade, o que quer que seja que estivesse nela naquele momento parecia estar me estraçalhando inteira.

Eu comecei a sentir os efeitos da bebida também, eu comecei a me sentir pesada. Pesada mesmo, parecia que estava vestindo roupas encharcadas. Era desconfortável ficar parada e mais ainda se mover. Comecei a ficar zonza também, e ela se aproximou mais, chegou a ficar cara a cara comigo. Estava assustada mas alguma coisa me dizia que eu devia corresponder ao olhar dela. No que fiz isso, eu comecei a escutar mais nitidamente a Melodia, e repentinamente, ela assoprou meu rosto e toda aquela música pareceia vir de dentro dela, naquele sopro.

-Poxa, parece ser uma experiência super, bem, interessante Britney. Acho, que algum dia eu vou querer visitar essas pessoas.

-Eu descobri depois que elas não eram daqui. Nenhuma delas, apenas um amigo do Pai Galo. As vezes sinto vontade de ir atrás delas, mas nem sei por onde começar. Até sei, na verdade… mas sinto que não é a hora ainda, e sinto também que vamos nos ver de novo.

Colocando chocolate em banho maria, provavelmente para a cobertura, ela dá mais uma vasilha para Lucas se divertir comendo e volta a história

A Música vinda do sopro daquela criatura tirou todo o peso que eu sentia. Eu literalmente estava me desfazendo no ar e sendo levado por aquela harmonia. Tentei olhar para Pai Galo, mas ele estava numa espécie de transe tocando atabaque com umas outras pessoas. Uma voz, na verdade, várias, numa cacofonia que absurdamente era harmônica mandava eu me entregar. Eu reconhecia a voz de meu Avatar no meio delas, e como era a única familiar, eu resolvi me tranquilizar. Tentar na verdade. Porque existia um medo estranho em mim, algo que teimava em ficar resistindo a algo.

Depois que toda a desorientação de ser jogada aos ventos acabou, percebi que estava ao lado de uma pequena poça d’água, do lado de fora. A lua iluminava fortemente tudo lá fora, mas como não conhecia o lugar, ainda me sentia perdida. No que ia me levantando, pois estava sentada, olhei o reflexo da lua na poça. E para meu espanto, havia uma montanha ali em volta. E eu via minha propria imagem na poça, seguindo em direção a montanha. Subitamente, meu foco passou para a Britney Imagem, eu era a garota seguindo a estrada para a montanha, e estranhamente, NADA passava pela minha mente. Ah, e era dia. Não havia mais lua, e sim um forte e revigorante sol, o qual eu podia sentir o calor.

De repente, chegando aos pés da montanha, a Melodia recomeçou, e uma forma começou a brotar da terra, foi tomando a forma de uma estátua, mas toda de barro, folhas e gravetos. Era a imagem de um velho, que me lembrava MUITO São Pedro, só faltava a chave na mão. Duas folhas formavam seus olhos, e subitamente, com uma voz trovejante ele começou a falar comigo

-Menina Menina, quem és tu? Por onde andas?

Ele falou só aquilo. E eu cai no chão, tamanha a força daquelas palavras. Imediatamente tentei responder, estava assustada, mas ao mesmo tempo encantada. Como já deve imaginar, nada saiu da minha boca. A fração de segundo que eu parei para pensar em palavras para poder responder, eu tive uma sensação de desfragmentação. Parecida com a que tive quando despertei, só que naquela época, eu ouvi toda a Melodia em volta de mim, mas não sabia o que era aquilo e então ela parecia desarmônica.

Mas dessa vez, eu vi essa mesma desarmonia dentro de mim. E era algo horrível, eu via diversos “eus”, cada um com suas intenções, desejos e tudo o mais. Alguns deles bem horríveis, horrorosos mesmo. Flashes de algumas coisas que fiz, algumas situações que vivi e que estava agindo de uma forma que não imaginava. E percebi pensamentos e vontades que tinha e não estava ciente disso.

E o pior, no meio disso tudo, eu via o meu Eu verdadeiro. Não chegava a ser meu Avatar, não parecia. Mas era toda minha inocência, enfim, o lado puro em mim que estava sufocado por tudo aquilo. E aquilo me pegou de uma maneira tal que desabei, de novo, em lágrimas.

-Eu não sei…..

Foi a única coisa que saiu de mim… quase que automático, sendo um pedido de socorro ao mesmo tempo. Eu me senti pela primeira vez na vida dividida. Tinha vontade de me esconder, porque eu conseguia até mesmo ler os pensamentos dessas minhas facetas, e o que elas eram capazes de fazer para conseguir o que queriam. Vi até mesmo o medo delas por saber que agora eu tinha consciência sobre as mesmas, e até mesmo mais artimanhas para contornar isso e retomarem o controle.

-Nossa Britney… – Os olhos de Lua brilhavam com o interesse na história – Que passagem linda, você, foi abençoada, com tudo isso.

-É né…. se bem que na hora não tinha nada de lindo haha. Era assustador.

-Mas foi, tipo, foi um lampejo, um insight super esclarecedor…

-Foi sim. Foi praticamente um segundo “Despertar”, porque me trouxe ensinamentos que guardo até hoje. Deixa eu continuar…..

O tal Ser então sorriu para mim. Seus fiapos formavam uma barba que era tão comprida que roçava em mim quando ele se aproximou de mim ainda no chão. E quando ele chegou perto, um medo maior ainda me invadiu. Eu senti que estava acabada, como se uma cobra fosse me dar o bote. Mas não era dele, porque ao mesmo tempo, embora de uma maneira bem mais fraca, eu me sentia protegida. Instintivamente eu me agarrei em suas pernas, na típica posição de criança indefesa. Ele olhou pra mim e gritou com sua voz de trovão:

-Mãe Divina, Ilumina, este medo, por favor.

Tudo parou. Tudo, todo o o medo foi embora. E percebi que o medo era desses “Eus” fragmentados, porque tudo se aquietou. Só aquela parte boa de mim eu podia ouvir, sentir. Ele então se afastou e começou a dizer:

-Menina, não te percas mais. Tú és tudo isso, e tudo isso és tu. Queres destruir teu mundo? Queres Machucar a teu Pai, tua Mãe, Teu Deus? Pois machucando a ti, machucas a Ele.

Sua expressão era séria, mas sua voz, embora parecesse de uma turbina de avião, era confortável e revigorante. E eu estava serena e tranquila, finalmente.

-Tudo isso que existe em ti é você, mas não é você que é Má. Mas o Mal existe em você, faz parte de tudo porque tudo é uma coisa só. Você não pode vencer o Infinito Único, e ainda assim, dentro de você, algumas partes vão querer. Vão querer a posse da ação, a posse da Unidade, a culpa e o prêmio.

-Veja agora, menina, como isso é sutil em tua vida!

E eu vi, cenas e mais cenas de minha vida, onde cada um desses seres em mim agia… a Luxúria, de quando eu estava junto com meu namorado e cedia a suas vontades, ou até mesmo na intenção que tinha quando vestia tal roupa. O Orgulho, por me sentir mais esperta e diferente dos outros na escola, a satisfação por ser a “que não se importava com nada”. A Raiva contra quem fazia mal aos outros, enfim, eu revi toda minha vida, dessa vez vendo de outra maneira. O aperto no coração voltou, e uma vontade de me libertar também.

-O que preciso fazer para acabar com esses seres?

-Não menina! Escute o que te digo, não terás muitas chances como esta! Queres acabar com o Infinito Único? Pois estes Seres são Sagrados Professores e parte do Tudo. Não deves acabar com eles, deve integrar-te a eles, para que eles sejam parte de ti. E que não queiram mais tomar o controle de ti. Deves ficar no controle. E saber que quando eles se manifestarem é o Infinito através de você, e não eles ou você. E isso é para tudo em tua vida. Ore sempre, peça para ser um canal do Infinito que Tudo É. E preste bem atenção em tudo de você, esse é sua principal lição. Agora é hora de voltar. Eu convidaria para ficares aqui para sempre, mas tua missão é outra, e deves voltar para ela. Adeus menina, Eu verei você de novo. Não esqueça que deves te integrar com todas as partes de ti, para que nenhuma tente tomar o controle de tuas ações. Que sendo verdadeiramente Tuas, são de Todos e Tudo. Adeus.

Eu lembro de ter acordado com o sol nascendo, com um dos curandeiros esfregando umas ervas em minha barriga, Pai Galo de pé ao meu lado. Eu estava revigorada e bem, apenas com o corpo dolorido demais, porque eu desmaiei e cai no chão com tudo. No caminho da volta, contei tudo a ele, que ficou feliz. Comparei até com o caso das lagartas que aconteceu uma vez, onde fiquei relutante em matar algumas, e foi uma lição parecida sobre a presença e posse da ação.

Britney tira o bolo do forno e volta para cuidar da cobertura. O Cheiro tinha atraído Priscila e Fiona, e também Nina, que por ali passava.

-E tudo isso para chegar onde como conheci o livro. Um amigo do Pai Galo tinha ido nos visitar no final de semana seguinte no meio de uma conversar falou sobre o livro, que tratava exatamente do que eu tinha experienciado. Na própria noite do sábado eu o comprei e comecei a ler.

-Que legal, Britney, e ai começou a estudar?

-Logo na terça feira, Pai Galo foi lá em casa, e acabou incorporando o tal Espirito. E foi bom porque ele me deu uma espécie de roteiro para seguir, e que batia bastante com o que tava no livro. A primeira coisa que eu passei a prestar atenção foi a Luxúria.

Nina olha de canto, com uma cara de “Luxúria, você? em que planeta”

- Não em relação ao sexo em sí, ou a propria sensualidade, mas a maneira de pensar nela. Coisas pequenas, como não pensar em vestir uma saia pq ficaria mais fácil de se tirar em alguma situação ou em como vai ser a noite. E essas coisas pequenas fazem você perceber inúmeros padrões quase que inconscientes no seu comportamento.

Britney terminava de cobrir o bolo, e começou a cortar para servir

-Eu comecei a estudar também sobre o Tantra nessa época, sobre como o sexo pode ser algo utilizado para uma comunhão com o Divino. Enfim, eu fui destrinchando todo esse assunto a fundo. E também por causa de um insight, e para deixar marcado tudo o que aprendi, foi quando fiz minha primeira tatuagem, um Ganesha na altura do Chakra sexual.

Nina não resite e deixa escapar uma piada sobre a região com uma TROMBA próxima, a qual Britney olha feio por causa das crianças, mas depois acaba rindo.

E depois de um breve silêncio onde todos comiam, Britney continuou:

-Foi uma fase dolorosa, sabe, ver que muitas coisas você fazia achndo que era uma coisa mas a intenção foi completamente outra. Metade do meu namoro foi assim quando eu o revi. E ver essas coisas acaba dando umas pontadas de tristeza. Mas foi um aprendizado maravilhoso. Tanto que depois eu passei a estudar outras coisas a respeito disso, tem até a ver com a minha segunda tatuagem, mas, isso fica para outra história, e outro bolo.

-Pô, Britney, muito legal, mesmo. Você até me inspirou para, hoje, a noite, no grupo. Adorei sua história, e tenho umas idéias do que fazer. Brigadão mesmo pelo bolo, pelo livro, e pela história. Eu vou indo preparar meu salão agora, até mais, e te cuida! – Despede-se Lua com um beijo no rosto e saindo, com sua cara distante de sempre.

-Disponha! – Responde Britney sorrindo.

Nina lava seu prato na pia, quando vira, pensativa, e por fim pergunta:

-Britney, se você estudou Tantra, tipo, você tem, sabe, um daqueles livros do Kama Sutra que pudesse me emprestar? – Um pequeno brilho nos olhos da garota era evidente.

E Britney, com a tipica expressão “half facepalm”, vai para a estante, pega o livro e entrega para ela, advertindo:

-Cuidado, não vá quebrar um pescoço…

Lembranças - Encontro com o Ser

Mago Sophuz